Maquiavel para Mulheres Que Ousam Comandar

Maquiavel para Mulheres Que Ousam Comandar: quando empatia deixa de ser virtude e estratégia vira sobrevivência

Masterclass internacional liderada por Rijarda Aristóteles, transmitida de Lisboa, desafia o discurso confortável da liderança feminina. Igualmente,  expõe as regras reais do poder para mulheres que comandam — ou pretendem comandar.

Enquanto o discurso dominante insiste em associar liderança feminina à empatia, acolhimento e conciliação, a masterclass “Maquiavel para Mulheres Que Ousam Comandar” fez o movimento inverso. Em outras palavras, retirou o verniz emocional e expôs o poder como ele é — disputa, estratégia e sobrevivência.

Transmitido diretamente da capital portuguesa, Lisboa,  para mulheres do Brasil e da Europa, o encontro internacional, conduzido por Rijarda Aristóteles, apresentou uma leitura crua e contemporânea do pensamento de Nicolau Maquiavel, aplicada às dinâmicas reais enfrentadas por mulheres em posições de comando.

Alianças não são laços afetivos. São contratos de interesse.

Um dos eixos centrais da masterclass foi a desconstrução da ideia de lealdade baseada em afeto. A tese defendida foi direta: amizades traem; interesses sustentam. Inveja e medo rompem vínculos emocionais, mas raramente rompem alianças quando há ganhos claros envolvidos.

As pessoas não traem por interesse. Traem por medo ou inveja. A aliança se mantém quando o outro precisa de você para vencer.”

A mensagem foi incisiva: líderes eficazes não se espelham em quem oferecem carinho, mas em quem entende e exerce poder.

O poder que evita a guerra

Outro ponto de ruptura foi a afirmação que atravessou toda a masterclass:
“O objetivo não é ganhar a guerra. É fazer o outro desistir por medo de você.”

A frase sintetiza uma liderança que antecede o conflito. Um poder que se impõe antes da disputa, sustentado por posicionamento, reputação e leitura estratégica do ambiente — não por confronto constante nem por aprovação coletiva.

Silêncio, ausência e mistério: o antídoto contra a hiperexposição

Em um tempo em que visibilidade virou moeda, a masterclass defendeu o oposto: quem se explica demais perde poder. O silêncio estratégico, a ausência calculada e o controle da presença foram apresentados como instrumentos centrais de autoridade.

Poder não se anuncia.
Não se justifica.
Se percebe — ou se teme.

Liderar não é ser amada

“Maquiavel para Mulheres Que Ousam Comandar” propôs uma ruptura definitiva com a ideia de que mulheres precisam ser aceitas para liderar. Ou seja, a  masterclass reforçou que comando exige frieza, clareza de interesses e disposição para ocupar espaços sem pedir licença — mesmo quando isso custa simpatia.

Ao final, a mensagem foi inequívoca: liderança não é um exercício moral. É uma construção política.

Poder não se pede, se constrói!
Rijarda Aristóteles

Sobre a liderança

Rijarda Aristóteles, a saber,  é estrategista e mentora de líderes, reconhecida por sua abordagem direta, filosófica e provocadora sobre poder, posicionamento e tomada de decisão em ambientes de alta complexidade.

Mais informações: https://www.rijardaaristoteles.com/
Poder não se pede, se constrói!