O jornalista Roberto Rodrigues usou suas redes sociais para comentar a repercussão da votação dos participantes pipoca na dinâmica das Casas de Vidro do Big Brother Brasil 26. Ele lembrou que a escolha dos candidatos não partiu da emissora, mas foi resultado direto do voto popular, o que amplia a responsabilidade do público sobre o perfil formado para o programa.
Embora a dinâmica seja tradicional no reality e costume gerar debates intensos, um ponto específico chamou atenção nesta edição. Os quatro homens negros que disputavam uma vaga acabaram eliminados antes de entrar oficialmente no jogo: Leandro, representante da Região Nordeste; Ricardo, do Centro-Oeste; Breno, do Sudeste; e Matheus, do Sul.
Na avaliação do jornalista, todos apresentavam características que normalmente agradam à audiência, como carisma, boa comunicação, presença de palco e histórias pessoais capazes de render bons conflitos e identificação. Ainda assim, nenhum conseguiu votos suficientes para avançar, o que levantou um questionamento inevitável sobre os critérios adotados pelos telespectadores.

Em sua análise, Roberto Rodrigues apontou o estranhamento diante do resultado e foi direto ao comentar o cenário: “Achei muito estranha essa votação. Em um país como o nosso, que tem mais de 50% da população formada por afrodescendentes, não ter representatividade, para mim, não faz o menor sentido. Alguns candidatos pipocas selecionados têm um potencial bem menor que os excluídos. A sorte é que terá uma dinâmica chamada Laboratório BBB, onde o público, durante o jogo, poderá substituir alguns jogadores, inclusive ex-BBBs e famosos do camarote. Tomara que mudem esse cenário”, destacou.
Ao concluir, o jornalista defendeu que o tema seja debatido com serenidade, sem ataques ou julgamentos apressados, mas com honestidade. Para ele, as escolhas feitas pelo público refletem comportamentos e valores que extrapolam a televisão e ajudam a revelar como a sociedade ainda lida com questões de representatividade no entretenimento de massa.