Aos 65 anos, o ajudante de eletricista Pedro Nascimento Guida carrega no corpo e na memória uma história que atravessa o Brasil e traduz o poder da saúde pública em transformar destinos. Acostumado a subir em postes e percorrer fazendas no Tocantins, ele viu sua própria energia se esgotar em 2005, quando uma canseira persistente revelou a falência dos rins. O choque do diagnóstico o levou da rotina de trabalho às sessões de hemodiálise no Hospital Geral de Palmas e, pouco depois, ao acolhimento da Fundação Pró-Rim, que se tornaria seu principal porto seguro naquela nova realidade.
A grande virada veio em 2006, quando surgiu a chance de um transplante renal. O gesto decisivo partiu do irmão mais novo, que se ofereceu para doar um rim. O procedimento seria realizado na matriz da Pró-Rim, em Joinville, Santa Catarina, o que impôs a Pedro outro desafio: o medo de voar. “Meu medo maior era o avião, não era o transplante”, contou, aos risos. Nervoso, ele embarcou e, ao ver a terra ficar pequena pela janela, entendeu que aquela conexão entre o Cerrado e o Sul era sua ponte para continuar vivo.
O transplante foi um sucesso absoluto e o rim doado funcionou perfeitamente por 15 anos. Pedro viveu um período que define como de liberdade e gratidão, prova concreta de que a integração entre centros de saúde salva vidas. Sua história também ilustra a força do Sistema Único de Saúde, que financia cerca de 90% dos transplantes realizados no país, dentro de uma legislação que garante segurança e ética tanto para doadores quanto para receptores. Para especialistas, como Leonardo Barberes, da Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante, o caso mostra como o SUS devolve dignidade, reduz custos a longo prazo e mantém pacientes vivos com qualidade.
Há dois anos, com o fim natural do ciclo do órgão transplantado, Pedro voltou à hemodiálise na Pró-Rim de Palmas e se mudou para a capital para ficar mais perto do tratamento e dos filhos. Mesmo de volta à máquina, ele se diz vitorioso. “Se não fosse a Pró-Rim e o SUS, a vida de quem tem esse problema seria muito curta. Eu não teria condição de pagar esse tratamento”, afirma. Hoje, sua trajetória também ajuda a dar visibilidade ao trabalho da Fundação Pró-Rim, uma das maiores referências em saúde renal no Brasil, que atende majoritariamente pelo SUS e segue escrevendo histórias de superação como a do Seu Pedro.
Como você pode ajudar?
Para que histórias como a do Seu Pedro continuem a ser escritas, a Fundação Pró-Rim conta com a sua ajuda. Você pode contribuir para a manutenção dos tratamentos e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes renais:
PIX: doe@prorim.org.br
Site oficial: https://doe.prorim.org.br (doação única ou recorrente)
Telefone: 0800 474 546
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